13/03/2019

PROPOSTAS INDECENTES - Você vende ou prostitui o seu trabalho?

IMAGEM: PARAMOUNT PICTURES
Quando se fala de "proposta indecente" a grande maioria (ou pelo menos aqueles que tenham mais de 30 anos) vai se lembrar do filme homônimo dos anos 90, baseado no livro de Jack Elgehard (para quem lê em inglês, o eBook pode ser comprado aqui), estrelado por Demi Moore, Woody Harrelson e Robert Redfort, onde o personagem bilionário John Cage (Robert Redfort) oferece para David (Woody Harrelson) nada mais, nada menos que 1 milhão de dólares para passar a noite com Diana (Demi Moore). Bem indecente, não acham?

Mas além das propostas indecentes de conotação sexual, como a do filme, que estamos acostumados à compreender com maior facilidade pois batem diretamente de frente com muitos tabus, crenças e valores pessoais, existem no mundo uma infinidade de propostas indecentes que são feitas diariamente sobre os mais variados temas e para as quais muitas pessoas permanecem alheias.

No mundo do empreendedorismo não é diferente, inclusive, é extremamente frequente para aqueles que enveredam especialmente no ramo artesanal.

Toda semana eu recebo pelo menos uma proposta dessas e nestes momentos eu busco exercer toda uma aura zen e dar o benefício da dúvida para aquela pessoa que me acionou, pois talvez ela não saiba que está fazendo uma proposta indecente.

Mas o que é uma proposta indecente ?

Existem várias respostas para esta pergunta, elas irão variar de acordo com a vivência, critérios e valores de cada um. Para mim, é toda proposta que desvaloriza, desabona e/ou ridiculariza minha pessoa e/ou meu trabalho.

Um exemplo muito comum e que a maioria de vocês que me acompanham e trabalham neste segmento já devem ter cruzado por aí é o daquela pessoa que deseja comprar seu trabalho mas resolve ele próprio precificar os seus produtos. Seria muito simples se a precificação de um produto artesanal se resumisse a equação: MATÉRIA PRIMA + CUSTOS + MÃO DE OBRA = PREÇO, no entanto, a produção de um produto artesanal envolve muito mais.

A expertise de cada profissional, o sentimento colocado no trabalho, o conjunto de talentos adquiridos e aprimorados ao longo dos anos farão parte de algo que vai além do preço, é aí que aparece o um conceito muito especial chamado VALOR.

Valor é aquilo que o cliente enxerga como especial e agrega aquele "algo mais" ao produto. Pode ser uma funcionalidade diferenciada, um atendimento personalizado, a exclusividade de algo e pode simplesmente ser a história de quem o produz.

Eu, particularmente, não executo um trabalho norteado meramente com foco no retorno financeiro, é um combo de fatores, envolve dignidade, envolve propósito. E é por este motivo que eu não prostituo o meu trabalho.

Mas o que é prostituir o trabalho?

Respondo em uma frase: NÃO VALORIZAR O SEU TRABALHO.

Você prostitui o seu trabalho toda vez que desacredita dele, quando não compreende os valores intrínsecos ao que você produz para seu cliente e permite que os outros ditem seus rumos.

Você prostitui o seu trabalho quando aceita vender "fiado"e depois não tem coragem para cobrar o cliente inadimplente.

Você prostitui seu trabalho quando dá aquele desconto enorme só porque alguém falou que seu produto não valia o que você estava cobrando.

Você prostitui seu trabalho quando aceita que o cliente precifique seu trabalho com seus próprios critérios.

Você prostitui o seu trabalho quando aceita aquela parceria que só tem vantagens para a outra parte.

Você prostitui seu trabalho quando joga seus preços no chão com medo de não vender e ao invés de lucrar, amarga prejuízos que nem enxerga.

Você prostitui seu trabalho quando se compara demais e se valoriza de menos.

Valorizar seu trabalho, seu tempo, seus recursos, seus talentos é primordial para se ter sucesso em qualquer área da vida.

Portanto, reflita agora: você está vendendo ou prostituindo seu trabalho?

Aprenda a identificar as "propostas indecentes" que cruzam o seu caminho todos os dias e valorize-se o suficiente para não se submeter à tudo que as pessoas desejam implicar à você! Ninguém é obrigado à aceitar migalhas e dizer NÃO algumas vezes na vida, além de não ofender, faz bem para nossa saúde mental.

Aproveita que leu até aqui e marca presença aí nos comentários, conta pra mim se já recebeu uma proposta indecente! ;)

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